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quarta-feira, 29 de junho de 2011

Motivos para a ação

Com a banalização da auto ajuda através de alguns (só alguns) livros sem conteúdo, muitas pessoas ficaram avessas à esta questão. Para piorar, na nossa educação ocidental, seja ela familiar ou formal, não consta esse “conteúdo”. Daí, o que vemos são pessoas que vivem altos e baixos emocionais, sem competências para lidar com as adversidades, com dificuldades de aceitar feedback  e sem uma crença fortalecida a respeito da própria força que possui.
Todas estas questões resolvidas (ou pelos menos a meio caminho), indicam uma auto estima elevada. Indicam que seus fatores de motivação estão equilibrados e que você está pronto para o que der e vier (ou para quem vier e der para você!!!).
Mas, como manter a motivação, como se auto ajudar?
Primeiro, vamos entender que auto ajuda é um processo encabeçado por VOCÊ e somente por VOCÊ. É impossível que alguém faça isso por você. Logo, não dá para te motivar....
Pessoas motivadas são pessoas que tem, sempre, UM OBJETIVO.
Pessoas que sofrem de autos e baixos emocionais carecem de objetivos. Inclua nesta lista as pessoas que estão sempre desanimadas.
Mas, é preciso entender que este tal “objetivo” tem que ser seu, somente seu, todinho seu. Jamais, never, nunca, pode ser ou depender de outra pessoa. Precisa fazer parte de você e trazer ganhos para você. Estes ganhos podem ser materiais ou espirituais, mas precisam ser seus.
Quando precisar encontrar forças para fazer algo, pense em quais motivos tem para executar tal tarefa e onde esta tarefa irá levá-lo (este deve ser seu objetivo).
Siga este exercício: vá para um local tranquilo onde possa ficar uns 5 minutos sozinho. Feche seus olhos. Respire fundo 3 vezes. Tente imaginar-se em pé, há alguns metros de distância observando você sentado ali. Observe de seu lugar distante como aquela pessoa está se sentindo, como está respirando, como está seu semblante. Lembre-se, você separou-se dela. Você é apenas um observador. Após fazer essa observação (lá de onde a observa), comece a pensar sobre o quê aquela pessoa que está lá sentada precisa. Quais as habilidades e competências emocionais que aquela pessoa precisa neste momento para continuar? Depois de elencar todas elas, respire fundo e se imagine indo na direção daquela pessoa lá sentada levando para ela todas estas competências. Vá andando lentamente sem tirar os olhos dela. Agora assuma a posição sentada com todas as competências que você definiu e, novamente, respire profundamente 3 vezes.
Este exercício pode ajudá-lo a resolver paliativamente situações em que precise de forças: antes de uma prova, para levantar-se para ir ao trabalho, antes de uma apresentação em público. Com o passar do tempo, perceberá que consegue realizá-lo mesmo no meio de pessoas e barulho, apenas com sua capacidade de concentração. No início, é bom ficar em local tranquilo.
Mas, a raiz de toda a sua motivação são seus objetivos a curto, médio e longo prazo. Cada dia que você se levanta e cada ação que você empreende, podem aproximá-lo ou afastá-lo de seus objetivos. Basta saber quanto de energia você está disposto a desperdiçar com coisas que não estão diretamente ligadas a eles.
Pense nisso: suas energias estão canalizadas para seus objetivos de vida???

terça-feira, 21 de junho de 2011

O que motiva um profissional?

O que move um profissional? Ou utilizando a linguagem da moda: o que motiva um profissional? Ou qualquer pessoa?
Primeiro, é preciso nivelar um entendimento. A motivação é igual documento: pessoal e intransferível. É um processo interno, intrapessoal. Acontece de forma particular a cada indivíduo. Não podemos achar que o mesmo estímulo pode motivar da mesma forma um grupo de pessoas. Haverá mesmo aqueles para quem o estímulo não fará a menor diferença.
Já me deparei com profissionais que ganham muito, desmotivados. E com outros que ganham pouco, igualmente desmotivados. Então não é dinheiro.
Já me deparei com profissionais que tem ambiente adequado, liderança preparada e saúde mental e física perfeita, desmotivados. Bem como, já encontrei outros que trabalhavam em ambiente horrível, com aquele chefe que ninguém merece, sofrendo assédio moral, mas igualmente desmotivados. Então, o que será, meu Deus, que motiva esse povo?
Pois é...
Você que pretende melhorar seu entendimento sobre o ser humano, comece por entender isso: é preciso dedicar tempo e atenção para “estudar” o comportamento, ouvir o que o outro tem a dizer, conhecê-lo em seu universo de percepções para, a partir daí, contribuir com estímulos que podem promover um processo de motivação.
É! Dá trabalho...
A empresa precisa construir uma proposta de trabalho diversificada e que englobe todos os aspectos ligados ao elemento humano. Das regras relacionadas ao uniforme, passando pelo salário, até a forma como o colaborador é chamado à atenção ou elogiado, devem fazer parte do planejamento aplicado ao RH, Gestão de Pessoas, Gestão com Pessoas. (não importa a semântica, se o resultado for alcançado)
Nas empresas divulgadas como as melhores para se trabalhar existe um planejamento estratégico voltado especificamente para o colaborador. Há um grupo de pessoas que se dedica exclusivamente a construir um ambiente adequado para que as 8 ou mais horas que este colaborador passa na empresa sejam as mais prazerosas possível para ele, para que seja o mais produtivo possível para a empresa.
É! Além do lado romântico, há o lado prático disso tudo: ser produtivo para a empresa. Pessoas precisam de atenção e cuidado. Veja a Experiência de Hawtorne, feita em 1927! Há quase 100 anos atrás foi descoberto que o ser humano quando sabe que está sendo observado produz mais. E não se trata de vigilância, mas de atenção. A experiência de Hawotrne demonstrou isso. E mesmo diante das provas que as ciências aplicadas ao conhecimento humano apresentam, ainda existem empresas que não levam o assunto a sério. E pensam que uma simples palestra, um curso realizado uma vez por ano, um aumento obrigatório no salário diante da data base, podem promover o complexo processo de motivação necessário ao bom funcionamento do corpo e da mente humana.
Empresas que desejam menos dor de cabeça com seus colaboradores e que os queiram mais produtivos, precisam investir na formatação de um planejamento voltado para tal. É preciso acordar para a importância das pessoas e para tudo que elas podem ser se forem bem cuidadas.
Quanto a auto motivação, aquela que podemos fazer por nós mesmos, eu trato no próximo artigo...

segunda-feira, 13 de junho de 2011

O que é coaching?




Por certo, você vem ouvindo constantemente essa palavra americana que ainda não encontrou tradução adequada no nosso português para definir o exercício da profissão de coach...
Decidiu-se permanecer com o formato em inglês porque sua tradução (“técnico”) não consegue englobar os aspectos envolvidos no processo de coaching.
Então, de onde surgiu essa profissão que está ganhando corpo no Brasil?
Surgiu há algumas décadas nos EUA (sempre lá), no contexto das equipes esportivas. O técnico, na cultura americana, toma a forma de um segundo pai, de um orientador pessoal e profissional, visto que lá o esporte é um dos caminhos para chegar à faculdade. Focados em resultados e no desenvolvimento de competências, os americanos promovem, através do esporte, diversos aspectos da formação do indivíduo. O objetivo maior é promover mudança de vidas. (Para visualizar a atuação dos coachs americanos no esporte, recomendo os filmes: Coach Carter – treino para a vida, Somos Marshall e Para sempre vencedor, todos eles baseados em histórias reais)
 Neste contexto, surgiu a profissão de coach voltado para as empresas. Estratégias de atuação desses coachs/técnicos esportivos foram mapeadas e adaptadas à realidade empresarial para desenvolver CEO´s, primeiramente, e depois, os demais elementos do organograma empresarial.
Os processos de coaching foram evoluindo e hoje temos Coachs Executivos, Coachs de Vida e Coachs de Equipes.
Os Coachs Executivos são contratados pela própria empresa, para desenvolver no colaborador, de qualquer cargo ou função, competências voltadas para os objetivos da empresa. Há também casos do profissional contratar o coach mas, o trabalho e os objetivos vão estar voltados para as expectativas profissionais que a empresa tem em relação a ele. Logo, o que caracteriza o Coach Executivo é que este é voltado para o ambiente da empresa e seus objetivos.
Os Coachs de Vida são contratados diretamente pela pessoa, para desenvolver competências com foco no alcance de objetivos pessoais. Estes objetivos vão desde a formatação de um plano para a própria vida, passar num concurso, desenvolver competências de liderança, até ganhar ou esquecer um amor. (Para visualizar a atuação e um Coach de Vida, recomendo o filme Hitch – conselheiro amoroso, com Will Smith).
Os resultados obtidos com o trabalho de um coach dependem muito do comprometimento do coachee (nome que se dá ao cliente do processo de coaching) com os próprios objetivos. Para usar uma metáfora comumente utilizada no meio dos coachs: coach não faz fogo, ele apenas sopra as brasas. Ou seja, tem que existir algo a ser trabalhado. E através de diversas técnicas e estratégias, o coach colabora com o objetivo desejado pelo coachee.
A definição de um processo de coaching utilizada pelo Núcleo Pensamento & Ação, uma das instituições pela qual sou formada:
Processo de apoiar uma pessoa na identificação e criação de estados desejados, desenvolvendo e acessando seus próprios recursos internos.
Sobre os aspectos práticos: o coach atende de acordo com a disponibilidade do cliente, sendo recomendado manter encontros semanais com 1 hora de duração. No entanto, para cada caso ou objetivo, pode haver adaptações, de acordo com a necessidade do cliente. Os valores variam de acordo com o profissional (formação, experiência, carteira de clientes). No mercado amapaense, esses valores oscilam entre R$ 80,00 a R$ 200,00, o coach individual. O coach de equipes tem valores diferenciados.
A formação de um coach é feita em treinamentos de 80 a 90 horas (nunca menos que isso), em instituições ou diretamente com profissionais que tem experiência em coach. Existem diversas certificações denominadas internacionais, porque é uma profissão ainda não reconhecida formalmente no Brasil. O ideal é que você peça informações sobre a formação do seu coach e faça pesquisas sobre a credibilidade da instituição ou do profissional que o treinou.
Uma dificuldade (!!??): o processo de coaching é sigiloso. O cliente só divulga que contou com a ajuda de um coach se assim o desejar. Logo, se precisar de referências, terá poucas opções, visto que, poucos autorizam a divulgação de seus nomes como clientes. (falo especificamente de minha experiência no mercado amapaense)
E você deve estar se perguntando: e aquele coach de equipes que você falou?
Ah! Este é minha paixão: grupos! Falo dele especialmente em outro artigo. Até lá!

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Conhecer - o poder

Acredito ter mencionado em artigos anteriores alguns aspectos de minha formação que são motivos de orgulho para mim. Um deles é ter uma origem humilde que me permitiu reunir um conjunto de valores morais que muito contribuíram para minha formação. Em função desta origem muito, muito, mas muito humilde, desde cedo deduzi que teria que estudar muito a fim de mudá-la. E, acredite, tomei esta decisão bem cedo. Sempre me dediquei imensamente aos estudos, não por ser inteligente mas, por necessitar terrivelmente ter uma condição melhor do que meus pais até então me deram.
Por que entro nesta seara?
Escrevo aqui sobre os conhecimentos que adquiri ao longo de estudos e experiência. Desenvolvi este blog para dividir isso com outras pessoas. Este é o objetivo maior deste meio de comunicação. Para que as coisas que você lê aqui possam lhe ser úteis, possam lhe servir de alguma forma, quando ajuntada à sua sabedoria, para promover seu crescimento e desenvolvimento profissional. Escrevo aqui sobre os assuntos de conversas com pessoas queridas, sobre uma pergunta que alguém me fez ou sobre coisas que observo no comportamento humano, objeto do meu trabalho.
Pois bem!!!
Recentemente deparei-me com uma questão interessante: o profissional que encara o conhecimento que tem como uma elevação, uma distância que o separa dos reles mortais... Foi uma experiência interessante e, me permita mencionar que eu era um dos reles mortais... E senti-me incomodada sim com meu parco saber. Naquele momento eu “lia” na fisiologia e na postura do outro uma superioridade que, em parte era dada por mim, em outra parte cultivada pelo próprio em função de possuir algo que, naquele momento, os demais não possuíam.
Daí, passei a pensar sobre o que significa o conhecimento que acumulamos ao longo de estudos e/ou experiência. E me questionei o que estou fazendo com o meu...(?) E lembrei-me de Mauro, meu mestre. E de Arline, minha mestra. E lembrei-me de como eles são humildes e generosos com o que sabem. E quanto aprendi em função desta generosidade que, mesmo dentro de uma relação comercial, extrapolou a mera relação pedagógica do ensinar e alcançou o nível do compartilhar. E passei a pensar na forma como estou administrando o que sei (porque esses momentos conduzem, automaticamente, a auto reflexão). E transfiro a vocês a pergunta, para não ficar aqui falando de mim: como você está usando o conhecimento que possui? Está dividindo com outros, está passando como herança aos mais jovens, está espalhando o que sabe, o que descobre, seja de forma comercial (ganhando dinheiro) ou voluntária? Encara o que sabe como um presente de Deus e que, para que se multiplique em você mesmo, precisa dividir com outros?
Conhecimento é poder, ouvi e li isso várias vezes. O Bill Gates disse isso. O Barão de Mauá disse isso. E é mesmo! Mas, lembro da frase dita pelo tio do homem-aranha (perdoe a futilidade): “com grandes poderes, vêm grandes responsabilidades”. E isto é fato também.
Qual seria, então, a receita para usarmos o “poder” dado pelo conhecimento para não nos tornarmos um “poço de arrogância” ou uma “mala sem alça”?
Bom, podemos começar por uma breve oração pedindo ao Criador: humildade! Depois podemos pensar que o conhecimento que acumulamos só pode ser reconhecido por aqueles para quem este conhecimento possa ser útil. Ou seja, por mais conhecimento que tenhamos, sem um processo de conquista do outro, ele jamais será reconhecido. A admiração e o respeito não podem ser impostos ou comprados. Precisam ser conquistados. E conquista exige empenho, dedicação e muita percepção do outro (além daquela humildade ali, do início).
Divida, multiplique, some, seu conhecimento. Mande e-mails, crie blogs, poste no twitter, no facebook. Fale do que você sabe com amor, com paixão e, principalmente, com o desejo sincero de ser útil aos outros.
Ai Deus!!! Eu estou até me sentido melhor..... E você?