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terça-feira, 20 de setembro de 2011

Profissionais de solução

Perdoe a pobreza intelectual da lembrança mas, há uma cena de um filme chamado Cobra, estrelado por Silvester Stallone que nunca me saiu da cabeça pelo impacto das palavras: ela trava uma brevíssima conversa com um bandido e fecha com o seguinte mote: “você é uma doença e eu sou a cura”.
Era assim que o personagem de Stallone entendia sua missão: havia um problema e seu papel era solucioná-lo.
Acredito que este também seja o papel de todo profissional em sua área de atuação: ser a solução, ter a solução ou, pelo menos saber buscar a solução.
Muitos profissionais perdem um tempo precioso focados no problema, ao contrário de focar na solução do problema. Intermináveis conversas e reuniões improdutivas onde se fala amplamente no problema e bem pouco tempo se dedica a responder a simples pergunta: “sim! O que precisa ser feito?” Na verdade isso acontece por dois motivos. Primeiro, porque fomos criados dentro de uma cultura herdeira de um pensamento medieval onde, sofrer pode nos levar ao reino dos céus, logo, é bom sofrer, é apropriado sofrer pois, isso nos aproxima do divino. E como ter problemas significa sofrer, vamos ficar por aqui mais um pouco para garantir o lugar no paraíso. O segundo, porque muitos profissionais não têm uma solução prática para o problema que está diante de si, não tem domínio sobre seu conhecimento no sentido da aplicabilidade e da praticidade do mesmo.
Para testar esta hipótese, basta lembrar-se de quantos professores na sua vida escolar foram capazes de lhe informar onde e quando usaria o conhecimento que estava adquirindo naquela aula. Ele até poderia saber mas, não julgou importante lhe informar. E nossa formação ficou com estas lacunas que levamos para o exercício das profissões que escolhemos.
Bons profissionais geram solução, fazem parte da solução. Oriente suas formações para a busca de conhecimentos que vão ajudá-lo a gerar soluções na sua área de atuação. Acredite! Você vai economizar muito dinheiro e tempo. Sem falar da sua saúde física e mental, visto que, poupará muitos aborrecimentos.
E procure ampliar seu conceito de criatividade, no que diz respeito a gerar soluções. Ser criativo não é construir/propor/elaborar algo a partir de uma série de recursos disponíveis. Ser criativo é conseguir gerar uma solução com o mínimo de recursos (ou vai me dizer que você não lembra do Mcgyver?). Escuto constantemente profissionais me falarem que não conseguem produzir o que se espera deles por não possuírem as condições ideais de trabalho. Realmente!!! Em condições ideais qualquer pessoa é capaz de produzir. Mas só os realmente bons, ou diria, excelentes, conseguem produzir a partir do mínimo de recursos.
A busca da excelência deve ser uma meta de todo profissional. Lembrando que posso ser excelente mas, preciso ser PERCEBIDO como excelente. E não se preocupe! Por mais que você seja vítima dos “encantadores de serpente”, aqueles que fingem ser competentes, em algum momento, cai o pano, e farsa é desbaratada. Afinal, os bons sempre vencem! Ou não!!!???
E quanto a seu lugar no céu, não se preocupe. Isso também me afligia. Fui dar uma olhada lá na Bíblia e descobri que “cada homem será julgado segundo as suas obras” (Mateus 16:27).

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Currículo x competências


Antes de começar a escrever pensei em uns 10 “causos” para contar que ilustrariam muito bem o que pretendo lhe apresentar como eixos para construir alguns pensamentos... Mas, aprendi durante esta vida que a experiência de uma pessoa só serve para ela mesma. Logo, prefiro apresentar algumas ideias que, talvez, possam ser úteis para o crescimento profissional.
Desde cedo, quando se busca a inserção no mercado de trabalho, uma das grandes preocupações é a formatação de um currículo que possa tonar competitivo o candidato a trabalhador. O currículo é a carta de apresentação do candidato para a empresa, sua primeira “conversa” com quem irá contratá-lo.
Preparar um currículo gera muitas dúvidas, principalmente porque não se sabe se, quem vai pegá-lo, tem a preparação e, mais importante, está atualizado com os formatos de currículo que hoje se utiliza.
Também gera insegurança pois, às vezes o currículo ainda anda meio “mirrado” pela inexperiência ou, já tem experiência demais e não vai dar para você pegar o emprego porque “é bom demais para a função”.
De qualquer forma, aprendi uma coisa ao longo dos anos: “quem vê currículo não vê competência”, definitivamente. O papel, a frieza das letras, jamais vai refletir as competências, capacidades e habilidades que o profissional nominado no cabeçalho tem. Já vi imensos currículos de gente que mal sabe usar o que “diz que sabe”. Pelo escrito, o dono do currículo merece trabalhar na NASA. Pela presença, não trabalhava nem na feira... (que é um lugar super difícil de se trabalhar, diga-se de passagem!). Assim como já peguei currículos “mirradinhos” de gente que dava baile nas possibilidades de aprender e desenvolver novas competências...
Como quase tudo que busco escrever aqui, essas ideias saíram de uma conversa com uma pessoa querida. Vivia ela a dúvida de saber se aquele currículo demonstraria toda a sua vontade de ganhar o emprego ao qual se candidatava.
A notícia ruim é que, de fato, o currículo nunca conseguirá transmitir suas competências. A notícia boa é que já existem formatos que se aproximam do ideal no sentido de transmitir melhores informações sobre a competência profissional.
Outro aspecto que surgiu daquela conversa, é que, às vezes, temos conhecimentos que não conseguimos comprovar. Sabemos, tão somente. Aprendemos na vida, nas leituras, nas experiências, nos “batendo” e “debatendo”, olhando os outros fazerem... E não tem nem um papelzinho que possa provar que você sabe fazer aquilo e, muitas vezes, faz bem, faz excelente!!! E agora José? (grande Drumond!).
A necessidade de comprovar suas habilidades e competências dependerá da área em que você está buscando oportunidades. Saiba que algumas áreas, como a de educação (ou de qualquer mecanismo que trate de educação formal), TUDO precisa ser comprovado. Em outras, terá a benesse de comprovar o que sabe na prática, no fazer, na “labuta”. Aí sim! Separa-se o “joio do trigo” e vamos para outro nível de discussão: quanto do seu conhecimento adquirido você consegue transformar em solução na sua área de atuação? Somente dessa forma o papel da comprovação vale ir para a parede.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Treinar, agora, é preciso


Quem trabalha com treinamento e desenvolvimento humano pode comemorar... Decisão recente do Superior Tribunal Federal a cerca do artigo 7º, inciso XXI da Constituição Federal permite visualizar uma luz no fim do túnel para quem trabalha na área.
Por que?
Bem, vamos começar por saber do quê, especificamente, trata o tal inciso. Textualmente:
XXI - aviso prévio proporcional ao tempo de serviço, sendo no mínimo de trinta dias, nos termos da lei;
Entendeu o STF que o valor devido de aviso prévio ao empregado deve ser proporcional ao período em que ele passou trabalhando na empresa, como diz a lei. Hoje é pago apenas o mínimo estabelecido na lei, ou seja, um mês de salário. O STF entende que isso deve mudar e vai normatizar (embora não seja seu papel legislar) para que o empregado passe a receber como pagamento de aviso prévio montante proporcional ao tempo em que trabalhou na empresa.
Mas o que isso tem a ver com quem trabalha com treinamento?
Pode representar uma “baita” oportunidade para que as empresas invistam no desenvolvimento de seus funcionários, no aperfeiçoamento do seu potencial, ao contrário de simplesmente mandá-los embora a um custo que pagaria o treinamento para toda uma equipe.
Note que foi usada, no início do parágrafo anterior a palavra “pode”. Ou seja, o que trata este artigo é apenas uma das muitas consequências que o novo entendimento da lei pode trazer e do que pode se tornar uma oportunidade para os profissionais de treinamento. É mais barato treinar uma equipe do que mandar um único empregado embora. Acredite! A rescisão de um empregado com 1 ano de empresa, paga o treinamento de uma equipe de 30 pessoas.
Para as Micro e Pequenas Empresas isso pode representar uma grande diferença dentro de um mercado cada vez mais competitivo.
Treinar pessoas é dar a elas a oportunidade de desenvolver-se no ambiente da empresa, inclusive no que diz respeito à adaptação à realidade que o cerca. Isso inclui normas, procedimentos e postura adequados a cada profissão. A escola não prepara o indivíduo para as questões mais básicas do ambiente de trabalho. Fato é que, frequentemente, você vê telejornais falando da falta de qualificação para o mercado de trabalho.
Outro entendimento pode ser mais trágico, e não menos possível, e me foi dado pelo amigo Thiago Balieiro: o do aumento da informalidade na contratação de funcionários. A consequência disso? Terrível! Veremos cada vez mais atendimentos sofríveis, posturas inadequadas e processos equivocados que atrasam seu pedido, sua compra ou o serviço que marcaram de entregar hoje e não ficou pronto.
Pergunte em qualquer lugar onde recebe um bom atendimento se naquela empresa não há um plano de capacitação sendo executado ou se as reuniões feitas pelo chefe não tem um tom didático, ao contrário de cobranças e ameaças.
Treinar é preciso... Não existe excelência sem treino e muito aprendizado. Não existe maestria sem dedicação de tempo e esforço na repetição de processos, bem como sua constante análise para desenvolver novas formas de melhorá-lo.
Instrutores comemorai....!!! Pode (olha o pode de novo) estar nascendo um novo tempo na mentalidade dos nossos empresários... Ou como diria Caetano: ou não!

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Motivos para a ação

Com a banalização da auto ajuda através de alguns (só alguns) livros sem conteúdo, muitas pessoas ficaram avessas à esta questão. Para piorar, na nossa educação ocidental, seja ela familiar ou formal, não consta esse “conteúdo”. Daí, o que vemos são pessoas que vivem altos e baixos emocionais, sem competências para lidar com as adversidades, com dificuldades de aceitar feedback  e sem uma crença fortalecida a respeito da própria força que possui.
Todas estas questões resolvidas (ou pelos menos a meio caminho), indicam uma auto estima elevada. Indicam que seus fatores de motivação estão equilibrados e que você está pronto para o que der e vier (ou para quem vier e der para você!!!).
Mas, como manter a motivação, como se auto ajudar?
Primeiro, vamos entender que auto ajuda é um processo encabeçado por VOCÊ e somente por VOCÊ. É impossível que alguém faça isso por você. Logo, não dá para te motivar....
Pessoas motivadas são pessoas que tem, sempre, UM OBJETIVO.
Pessoas que sofrem de autos e baixos emocionais carecem de objetivos. Inclua nesta lista as pessoas que estão sempre desanimadas.
Mas, é preciso entender que este tal “objetivo” tem que ser seu, somente seu, todinho seu. Jamais, never, nunca, pode ser ou depender de outra pessoa. Precisa fazer parte de você e trazer ganhos para você. Estes ganhos podem ser materiais ou espirituais, mas precisam ser seus.
Quando precisar encontrar forças para fazer algo, pense em quais motivos tem para executar tal tarefa e onde esta tarefa irá levá-lo (este deve ser seu objetivo).
Siga este exercício: vá para um local tranquilo onde possa ficar uns 5 minutos sozinho. Feche seus olhos. Respire fundo 3 vezes. Tente imaginar-se em pé, há alguns metros de distância observando você sentado ali. Observe de seu lugar distante como aquela pessoa está se sentindo, como está respirando, como está seu semblante. Lembre-se, você separou-se dela. Você é apenas um observador. Após fazer essa observação (lá de onde a observa), comece a pensar sobre o quê aquela pessoa que está lá sentada precisa. Quais as habilidades e competências emocionais que aquela pessoa precisa neste momento para continuar? Depois de elencar todas elas, respire fundo e se imagine indo na direção daquela pessoa lá sentada levando para ela todas estas competências. Vá andando lentamente sem tirar os olhos dela. Agora assuma a posição sentada com todas as competências que você definiu e, novamente, respire profundamente 3 vezes.
Este exercício pode ajudá-lo a resolver paliativamente situações em que precise de forças: antes de uma prova, para levantar-se para ir ao trabalho, antes de uma apresentação em público. Com o passar do tempo, perceberá que consegue realizá-lo mesmo no meio de pessoas e barulho, apenas com sua capacidade de concentração. No início, é bom ficar em local tranquilo.
Mas, a raiz de toda a sua motivação são seus objetivos a curto, médio e longo prazo. Cada dia que você se levanta e cada ação que você empreende, podem aproximá-lo ou afastá-lo de seus objetivos. Basta saber quanto de energia você está disposto a desperdiçar com coisas que não estão diretamente ligadas a eles.
Pense nisso: suas energias estão canalizadas para seus objetivos de vida???

terça-feira, 21 de junho de 2011

O que motiva um profissional?

O que move um profissional? Ou utilizando a linguagem da moda: o que motiva um profissional? Ou qualquer pessoa?
Primeiro, é preciso nivelar um entendimento. A motivação é igual documento: pessoal e intransferível. É um processo interno, intrapessoal. Acontece de forma particular a cada indivíduo. Não podemos achar que o mesmo estímulo pode motivar da mesma forma um grupo de pessoas. Haverá mesmo aqueles para quem o estímulo não fará a menor diferença.
Já me deparei com profissionais que ganham muito, desmotivados. E com outros que ganham pouco, igualmente desmotivados. Então não é dinheiro.
Já me deparei com profissionais que tem ambiente adequado, liderança preparada e saúde mental e física perfeita, desmotivados. Bem como, já encontrei outros que trabalhavam em ambiente horrível, com aquele chefe que ninguém merece, sofrendo assédio moral, mas igualmente desmotivados. Então, o que será, meu Deus, que motiva esse povo?
Pois é...
Você que pretende melhorar seu entendimento sobre o ser humano, comece por entender isso: é preciso dedicar tempo e atenção para “estudar” o comportamento, ouvir o que o outro tem a dizer, conhecê-lo em seu universo de percepções para, a partir daí, contribuir com estímulos que podem promover um processo de motivação.
É! Dá trabalho...
A empresa precisa construir uma proposta de trabalho diversificada e que englobe todos os aspectos ligados ao elemento humano. Das regras relacionadas ao uniforme, passando pelo salário, até a forma como o colaborador é chamado à atenção ou elogiado, devem fazer parte do planejamento aplicado ao RH, Gestão de Pessoas, Gestão com Pessoas. (não importa a semântica, se o resultado for alcançado)
Nas empresas divulgadas como as melhores para se trabalhar existe um planejamento estratégico voltado especificamente para o colaborador. Há um grupo de pessoas que se dedica exclusivamente a construir um ambiente adequado para que as 8 ou mais horas que este colaborador passa na empresa sejam as mais prazerosas possível para ele, para que seja o mais produtivo possível para a empresa.
É! Além do lado romântico, há o lado prático disso tudo: ser produtivo para a empresa. Pessoas precisam de atenção e cuidado. Veja a Experiência de Hawtorne, feita em 1927! Há quase 100 anos atrás foi descoberto que o ser humano quando sabe que está sendo observado produz mais. E não se trata de vigilância, mas de atenção. A experiência de Hawotrne demonstrou isso. E mesmo diante das provas que as ciências aplicadas ao conhecimento humano apresentam, ainda existem empresas que não levam o assunto a sério. E pensam que uma simples palestra, um curso realizado uma vez por ano, um aumento obrigatório no salário diante da data base, podem promover o complexo processo de motivação necessário ao bom funcionamento do corpo e da mente humana.
Empresas que desejam menos dor de cabeça com seus colaboradores e que os queiram mais produtivos, precisam investir na formatação de um planejamento voltado para tal. É preciso acordar para a importância das pessoas e para tudo que elas podem ser se forem bem cuidadas.
Quanto a auto motivação, aquela que podemos fazer por nós mesmos, eu trato no próximo artigo...

segunda-feira, 13 de junho de 2011

O que é coaching?




Por certo, você vem ouvindo constantemente essa palavra americana que ainda não encontrou tradução adequada no nosso português para definir o exercício da profissão de coach...
Decidiu-se permanecer com o formato em inglês porque sua tradução (“técnico”) não consegue englobar os aspectos envolvidos no processo de coaching.
Então, de onde surgiu essa profissão que está ganhando corpo no Brasil?
Surgiu há algumas décadas nos EUA (sempre lá), no contexto das equipes esportivas. O técnico, na cultura americana, toma a forma de um segundo pai, de um orientador pessoal e profissional, visto que lá o esporte é um dos caminhos para chegar à faculdade. Focados em resultados e no desenvolvimento de competências, os americanos promovem, através do esporte, diversos aspectos da formação do indivíduo. O objetivo maior é promover mudança de vidas. (Para visualizar a atuação dos coachs americanos no esporte, recomendo os filmes: Coach Carter – treino para a vida, Somos Marshall e Para sempre vencedor, todos eles baseados em histórias reais)
 Neste contexto, surgiu a profissão de coach voltado para as empresas. Estratégias de atuação desses coachs/técnicos esportivos foram mapeadas e adaptadas à realidade empresarial para desenvolver CEO´s, primeiramente, e depois, os demais elementos do organograma empresarial.
Os processos de coaching foram evoluindo e hoje temos Coachs Executivos, Coachs de Vida e Coachs de Equipes.
Os Coachs Executivos são contratados pela própria empresa, para desenvolver no colaborador, de qualquer cargo ou função, competências voltadas para os objetivos da empresa. Há também casos do profissional contratar o coach mas, o trabalho e os objetivos vão estar voltados para as expectativas profissionais que a empresa tem em relação a ele. Logo, o que caracteriza o Coach Executivo é que este é voltado para o ambiente da empresa e seus objetivos.
Os Coachs de Vida são contratados diretamente pela pessoa, para desenvolver competências com foco no alcance de objetivos pessoais. Estes objetivos vão desde a formatação de um plano para a própria vida, passar num concurso, desenvolver competências de liderança, até ganhar ou esquecer um amor. (Para visualizar a atuação e um Coach de Vida, recomendo o filme Hitch – conselheiro amoroso, com Will Smith).
Os resultados obtidos com o trabalho de um coach dependem muito do comprometimento do coachee (nome que se dá ao cliente do processo de coaching) com os próprios objetivos. Para usar uma metáfora comumente utilizada no meio dos coachs: coach não faz fogo, ele apenas sopra as brasas. Ou seja, tem que existir algo a ser trabalhado. E através de diversas técnicas e estratégias, o coach colabora com o objetivo desejado pelo coachee.
A definição de um processo de coaching utilizada pelo Núcleo Pensamento & Ação, uma das instituições pela qual sou formada:
Processo de apoiar uma pessoa na identificação e criação de estados desejados, desenvolvendo e acessando seus próprios recursos internos.
Sobre os aspectos práticos: o coach atende de acordo com a disponibilidade do cliente, sendo recomendado manter encontros semanais com 1 hora de duração. No entanto, para cada caso ou objetivo, pode haver adaptações, de acordo com a necessidade do cliente. Os valores variam de acordo com o profissional (formação, experiência, carteira de clientes). No mercado amapaense, esses valores oscilam entre R$ 80,00 a R$ 200,00, o coach individual. O coach de equipes tem valores diferenciados.
A formação de um coach é feita em treinamentos de 80 a 90 horas (nunca menos que isso), em instituições ou diretamente com profissionais que tem experiência em coach. Existem diversas certificações denominadas internacionais, porque é uma profissão ainda não reconhecida formalmente no Brasil. O ideal é que você peça informações sobre a formação do seu coach e faça pesquisas sobre a credibilidade da instituição ou do profissional que o treinou.
Uma dificuldade (!!??): o processo de coaching é sigiloso. O cliente só divulga que contou com a ajuda de um coach se assim o desejar. Logo, se precisar de referências, terá poucas opções, visto que, poucos autorizam a divulgação de seus nomes como clientes. (falo especificamente de minha experiência no mercado amapaense)
E você deve estar se perguntando: e aquele coach de equipes que você falou?
Ah! Este é minha paixão: grupos! Falo dele especialmente em outro artigo. Até lá!

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Conhecer - o poder

Acredito ter mencionado em artigos anteriores alguns aspectos de minha formação que são motivos de orgulho para mim. Um deles é ter uma origem humilde que me permitiu reunir um conjunto de valores morais que muito contribuíram para minha formação. Em função desta origem muito, muito, mas muito humilde, desde cedo deduzi que teria que estudar muito a fim de mudá-la. E, acredite, tomei esta decisão bem cedo. Sempre me dediquei imensamente aos estudos, não por ser inteligente mas, por necessitar terrivelmente ter uma condição melhor do que meus pais até então me deram.
Por que entro nesta seara?
Escrevo aqui sobre os conhecimentos que adquiri ao longo de estudos e experiência. Desenvolvi este blog para dividir isso com outras pessoas. Este é o objetivo maior deste meio de comunicação. Para que as coisas que você lê aqui possam lhe ser úteis, possam lhe servir de alguma forma, quando ajuntada à sua sabedoria, para promover seu crescimento e desenvolvimento profissional. Escrevo aqui sobre os assuntos de conversas com pessoas queridas, sobre uma pergunta que alguém me fez ou sobre coisas que observo no comportamento humano, objeto do meu trabalho.
Pois bem!!!
Recentemente deparei-me com uma questão interessante: o profissional que encara o conhecimento que tem como uma elevação, uma distância que o separa dos reles mortais... Foi uma experiência interessante e, me permita mencionar que eu era um dos reles mortais... E senti-me incomodada sim com meu parco saber. Naquele momento eu “lia” na fisiologia e na postura do outro uma superioridade que, em parte era dada por mim, em outra parte cultivada pelo próprio em função de possuir algo que, naquele momento, os demais não possuíam.
Daí, passei a pensar sobre o que significa o conhecimento que acumulamos ao longo de estudos e/ou experiência. E me questionei o que estou fazendo com o meu...(?) E lembrei-me de Mauro, meu mestre. E de Arline, minha mestra. E lembrei-me de como eles são humildes e generosos com o que sabem. E quanto aprendi em função desta generosidade que, mesmo dentro de uma relação comercial, extrapolou a mera relação pedagógica do ensinar e alcançou o nível do compartilhar. E passei a pensar na forma como estou administrando o que sei (porque esses momentos conduzem, automaticamente, a auto reflexão). E transfiro a vocês a pergunta, para não ficar aqui falando de mim: como você está usando o conhecimento que possui? Está dividindo com outros, está passando como herança aos mais jovens, está espalhando o que sabe, o que descobre, seja de forma comercial (ganhando dinheiro) ou voluntária? Encara o que sabe como um presente de Deus e que, para que se multiplique em você mesmo, precisa dividir com outros?
Conhecimento é poder, ouvi e li isso várias vezes. O Bill Gates disse isso. O Barão de Mauá disse isso. E é mesmo! Mas, lembro da frase dita pelo tio do homem-aranha (perdoe a futilidade): “com grandes poderes, vêm grandes responsabilidades”. E isto é fato também.
Qual seria, então, a receita para usarmos o “poder” dado pelo conhecimento para não nos tornarmos um “poço de arrogância” ou uma “mala sem alça”?
Bom, podemos começar por uma breve oração pedindo ao Criador: humildade! Depois podemos pensar que o conhecimento que acumulamos só pode ser reconhecido por aqueles para quem este conhecimento possa ser útil. Ou seja, por mais conhecimento que tenhamos, sem um processo de conquista do outro, ele jamais será reconhecido. A admiração e o respeito não podem ser impostos ou comprados. Precisam ser conquistados. E conquista exige empenho, dedicação e muita percepção do outro (além daquela humildade ali, do início).
Divida, multiplique, some, seu conhecimento. Mande e-mails, crie blogs, poste no twitter, no facebook. Fale do que você sabe com amor, com paixão e, principalmente, com o desejo sincero de ser útil aos outros.
Ai Deus!!! Eu estou até me sentido melhor..... E você?